NO FLAGRA

“Deu praia no Líbano.” Esse é o UOL querendo fazer gracinha com a desgraça alheia. Mas pelo menos essa foto serviu para alguma coisa. Acho que o cara que aparece lá no fundo, à esquerda, é o Amir Rachid, que pediu emprestado o meu “Mudança Estrutural da Esfera Pública”, do Habermas, e o meu DVD Flash House Vol.2 e depois sumiu, sem devolver nada. A família do safado ainda me falou que ele havia desaparecido em combate. Sei. É ele mesmo, reconheço até o calção.
Ah, mas nenhum soldado com metralhadorazinha vai conseguir me impedir de pegar esse pilantra e dar um caldo nele no meio da praia. Estou passando o bronzeador neste exato momento.

“Deu praia no Líbano.” Esse é o UOL querendo fazer gracinha com a desgraça alheia. Mas pelo menos essa foto serviu para alguma coisa. Acho que o cara que aparece lá no fundo, à esquerda, é o Amir Rachid, que pediu emprestado o meu “Mudança Estrutural da Esfera Pública”, do Habermas, e o meu DVD Flash House Vol.2 e depois sumiu, sem devolver nada. A família do safado ainda me falou que ele havia desaparecido em combate. Sei. É ele mesmo, reconheço até o calção.
Ah, mas nenhum soldado com metralhadorazinha vai conseguir me impedir de pegar esse pilantra e dar um caldo nele no meio da praia. Estou passando o bronzeador neste exato momento.















Ainda bem que uns poucos heróis conseguiram segurar a turba ensandecida, o que não impediu Seu Maklouf de ganhar uns roxos pelo corpo e de gritar feito um castrato até ficar rouco. Envergonhado, confesso que eu fazia parte da multidão revoltada. Mas é que eu odeio reggae. Sério, reggae é um lixo. Reggae não é um estilo musical, é o sintoma de um câncer na alma. Cara, que raiva eu tenho de quem ouve reggae.
